Pedófilos camuflados na rede

Nunca se prendeu tanto pedófilo no Distrito Federal. Foram 21 desde novembro. De uma forma mais silenciosa e impune, criminosos têm feito um número maior de vítimas, utilizando a internet para atrair, expor e constranger meninos e meninas. A Polícia Civil do DF registra diversas maneiras de atuação desse tipo de bandido, que mira pequenos brasilienses. Elas vão da troca de material pornográfico a investidas por meio das redes sociais e até propostas de compras de fotos de garotas nuas para exibição em sites especializados.

Diferentemente dos crimes cometidos pela maior parte dos pedófilos presos recentemente, a pedofilia na internet tem provas de sobra, mas os autores quase sempre permanecem livres. No universo virtual, os bandidos se escondem em sites hospedados fora do país, atrás de nomes falsos ou pseudônimos . Alguns com tons desafiadores, desacatam  a polícia para tentar localizar e prender estes criminosos.

Nunca o acompanhamento dos pais em saber a rotina virtual de seus filhos se fez tão importante.

Segundo a delegada Valéria Martinera, chefe da DPCA, o pedófilo não tem um perfil claro: “Muitos pregavam que se tratava de senhores de idade e com dinheiro para atrais as suas vítimas. Mas nós temos prendido de jovens trabalhadores braçais a médicos e religiosos”.

Segundo dados da Campanha Nacional de Combate à Pedofilia na Internet, o governo federal, mostra que de cada 05 crianças brasileiras que navegam na rede, uma recebe proposta de pedófilos. Em 12 anos de campanha já foram registrados mais de 150 mil denúncias.

A Polícia Civil alerta sobre as formas de atuação de pedófilos na internet, veja algumas delas:

Rede Internacional
Em 13 de dezembro, agentes da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) prenderam, em Ceilândia, um homem que trocava e-mails com outros pedófilos mundo afora, contendo fotos de crianças e adolescentes mantendo relações sexuais ou em posições sensuais.

Compra de fotos
Agentes do DPCA tentam identificar o dono de um blog que postava fotos de meninas nuas. Ele aliciava garotas brasilienses por meio de mensagens eletrônicas. Oferecia R$ 25,00 por imagem erótica que cada uma enviada. Conseguiu atrair ao menos 20 adolescentes do DF.

Encontro íntimo
Monitorando o computador do filho, um pai encontrou conversas da criança com um desconhecido, que exibia material pornográfico. Ele tentava marcar um encontro com o menino. Investigadores estão atrás do criminoso que usava um pseudônimo.

Intimidações
Delegacias registram casos de meninos e meninas intimidados após terem fotografias, em que aparecem nus ou seminus, obtidas poro pedófilos. Os criminosos tentaram encontros com as vítimas ou as obrigaram a fornecer mais imagens sob a ameaça de terem as fotos compartilhadas na internet.

Como Denunciar

Se algum conhecido está sendo vítima de abusos ou ameaças, encoraje-o a denunciar e ajude-o a buscar apoio. Quando o conteúdo envolve crianças e adolescentes na internet, você pode registrar o fato pelo site: http://denuncie.org.br, ligar para o Disque Denúncia da Polícia Civil (197) ou diretamente na Delegacia de Proteçao á Criança e ao Adolescente (DPCA), que tem os telefones em Brasilia: 3361.1049, 3362.5644 e 3362.5798. Outra alternativa é recorrer ao Conselho Tutelar mais próximo.

Fonte:
Correio Brasiliense

 

André Quintão

Está à frente de vários projetos sociais, desenvolvendo sempre novas ideias para auxiliar pais e mestres na educação de jovens e crianças em todo Brasil. Autor do livro “Pai Real no Mundo Virtual”

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